24 de novembro de 2009

Afghanistan's Opium Trail - 43-min documentary

Feb 2008
Over 90% of the world's opium now comes from Afghanistan. In this shocking new film, we ride the drugs caravan, from cultivation, to process, to market. On route, we lift the curtain on the hidden world of the drug barons; learn how to process heroin in the crudest of laboratories and encounter deadly gunfights on the Iranian border...
Crouching behind rocks in the mountain passes between Iran and Afghanistan, Iranian guards prepare an ambush. As opium smugglers come into view, the guards open fire. One trafficker falls to the ground immediately, killed by their first shot. But the others fight back until police reinforcements arrive, wielding large machine guns.
Shoot outs like this happen every day. Over 200 Iranian guards are killed a year patrolling the Afghan border. "Drugs production has increased tenfold in Afghanistan", laments Captain Miri. So much opium is flooding across the border, anti-drug units now calculate the value of their hauls in tonnes rather than kilos.

Afeganistão: Uma avalanche de droga para combater o narcotráfico

A ONU está a permitir o cultivo de ópio no Afeganistão



Centenas de soldados da Nato perderam a vida nos combates dos campos afegãos de papoilas desde que os Estados Unidos lideraram a intervenção militar, em 2001, contra o regime talibã. Uma das prioridades da força internacional de assistência e segurança da Nato no país tem sido combater a produção de papoilas, uma fonte de rendimentos dos agricultores afegãos mas também um método comum de financiamento das redes talibãs e terroristas da Al-Qaeda.

Ao fim de oito anos, a estratégia provou ser um autêntico fracasso - a exigir urgente revisão. Contrariando a sabedoria convencional, António Maria Costa, chefe do gabinete das Nações Unidas para o Controlo da Droga e Prevenção do Crime (UNDOC), propõe agora uma medida radical: inundar o mercado interno afegão de droga para que os preços desçam abruptamente e os agricultores desistam de cultivar as papoilas.

A lógica, disse António Maria da Costa ao "The Guardian" é "criar uma avalanche de drogas no Afeganistão". "Haverá tanto ópio no país que será impossível colocá-lo nos mercados internacionais, e preço terá de cair", afirma o responsável das Nações Unidas. É aí que entra a segunda parte do plano: "fechar as fronteiras do Afeganistão". A ideia parece consistente, mas se fosse possível fechar as fronteiras, sobretudo com o Paquistão, já alguém o teria feito.

O Afeganistão é uma enorme extensão de áreas desertas, praticamente desabitadas, onde toda a gente cruza as fronteiras do país com extrema facilidade.

A situação contrasta com o vizinho Irão, onde foram construídos muros e valas para controlar os problemas provocados pelo milhão de viciados em heroína que o país tem.

Numa visita ao Afeganistão durante o mês passado, António Maria Costa ouviu queixas de militares que reclamavam melhores armas para se defenderem dos contrabandistas que diariamente cruzam as fronteiras do país.

O esforço das forças internacionais foi recentemente prejudicado por um decreto do presidente Hamid Karzai. O líder decidiu encerrar os mercados de fronteira, que representavam uma importante fonte de receitas no deserto económico afegão. O governador da província de Herat, Ahmad Yusef Nuristani, já disse que, agora, os jovens nas áreas de fronteira não têm outra opção a não ser dedicar-se ao narcotráfico: "Os mercados eram zonas comerciais que mantinham as pessoas ocupadas com negócios legítimos e, por isso, elas não se sentiam tentadas pelos traficantes de droga", esclareceu Nuristani.

A nova estratégia da ONU sucede a um esforço tremendo de combate à produção de papoila no Sul do Afeganistão: apenas 3.5% dos 157 mil hectares de campos de papoilas foram destruídos. António Maria Costa diz mesmo que "a erradicação manual [da papoila] é incompetente e ineficaz."

Ao permitir o fluxo de drogas para fora do país, porém, o Afeganistão está a destruir o valor da sua principal exportação. Segundo as estimativas, a produção actual de ópio ultrapassa duas vezes a procura. E os factos são inequívocos: um quilo custa agora cinco vezes menos do que em 2001. A descida dos preços do ópio, combinada com a subida dos preços do trigo durante o ano passado, alimentaram o sonho dos homens das Nações Unidas. Mas, entretanto, o preço do trigo caiu 30%.

O chefe do UNODC no país, Jean-Luc Lemahieu, advertiu que, muito em breve, o país pode ser invadido por traficantes chineses que procuram abastecer o crescente exército de toxicodependentes da China. "Acho que temos uma janela de dois anos antes de os chineses entrarem no mercado afegão. As redes ainda não foram estabelecidas", afirmou Jean-Luc Lemahieu.
27-05-2009 Alexandre Soares - i

Afghan youths hit by heroin

While Afghanistan is blamed for the vast majority of heroin that's trafficked around the world, the level of addiction at home is a growing problem. Official figures show more than 900,000 Afghans are hooked on heroin, and nearly a quarter of those addicts are women and children. Alan Fisher reports from Kabul on a new clinic dedicating its efforts to helping women and girls get clean.

Produção de ópio no Afeganistão

O Afeganistão é o primeiro produtor mundial de ópio desde há muito. Em 2007, a produção afegã bateu todos os recordes. Depois, a cultura da papoila diminuiu. Uma boa notícia para o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o crime, que vê o resultado como consequência das oprações da NATO contra os talibãs, os grandes traficantes de ópio e de heroína.

Mesmo se o Afeganistão fornece 90 por cento do ópio mundial, este ano, a produção baixou efectivamente, 10 por cento, e os hectares consagrados à cultura da papoila diminuiram 22 por cento. As autoridades afegãs estão optimistas. O general Khodaidad, ministro afegão da luta anti-droga explica:

“A situação das drogas no Afeganistão está sob controlo. Nos próximos anos, garanto-vos que estamos muito esperançados de que mais províncias atinjam o grau zero de cultura de ópio.”

Os militares afegãos, ajudados por milhares de soldados da NATO, redobraram os esforços para destruir os campos de papoila e desmantelar as fileiras de tráfico dos talibãs. É um combate sem tréguas para reduzir a força dos rebeldes, combinado com a baixa do preço do ópio e a reconversão dos produtores para outras culturas. É o que acontece na província de Helmand, onde britânicos e americanos concentraram os contingentes em Maio do corrente ano.

No entanto, o Afeganistão ainda produziu, este ano, 6900 toneladas apesar da procura ilícita não passar das cinco mil. E há informações de que estão armazenadas 10 mil toneladas de ópio.

“O aumento desmesurado destas reservas não é mais nem menos do que uma potencial bomba de relógio para a humanidade”, lê-se no relatório da ONU sobre o assunto. As tentativas para localizar os stocks de ópio por vender e as pessoas que os controlam têm sido goradas. O objectivo dos que armazenam toneladas de ópio é fazer subir os preços em flecha, como em 2001, quando os talibãs organizaram a moratória das culturas da papoila.

6,4 por cento da população afegã está envolvida no tráfico de droga.
02-09-2009 Euronews

Afghan Heroin

parte I


parte II

ONU reúne em Viena para definir combate à droga para a próxima década

Os 53 estados membros da Comissão de Estupefacientes da ONU reúnem-se hoje e quinta-feira em Viena para propor uma estratégia internacional contra as drogas para os próximos dez anos.
Além da apresentação de uma estratégia, os representantes de todos os países da ONU deverão fazer um balanço das políticas mundiais anti-droga lançadas pela Assembleia-geral das Nações Unidas em 1998.

Depois de um ano de reflexão e avaliação das políticas em 2008, os participantes na reunião também têm previsto apresentar uma Declaração Política e um Plano de Acção.

No texto do documento em projecto resultante da reunião, os responsáveis indicam que o objectivo final da estratégia para 2019 é "minimizar e eventualmente eliminar a disponibilidade e a utilização de drogas ilícitas".

O presidente da Bolívia, Evo Morales, intervirá hoje na Comissão de Estupefacientes para anunciar que vai activar um processo especial para tirar a folha de coca da lista das drogas proibidas da Convenção anti-narcóticos de 1961.

No último ano foram avaliados os resultados das políticas contra os narcóticos da década passada, depois de em 1998 os membros da ONU terem concordado no objectivo de "um mundo livre de drogas", com "a eliminação ou uma redução significativa do cultivo ilícito de coca, cannabis e ópio", o que não foi alcançado.

A produção de cocaína manteve-se praticamente inalterada na última década, em cerca de 900 toneladas por ano, apesar de se ter reduzido a superfície cultivada, devido às melhorias agrícolas que permitem multiplicar as colheitas.

A própria ONU reconheceu que a produção de ópio duplicou em 2008 face a 1998 porque as plantações de papoilas no Afeganistão dispararam. A produção em 2008 foi de 7.700 toneladas e verificou-se um aumento considerável das drogas sintéticas.

Apesar de tudo, as Nações Unidas defendem que a estratégia adoptada há onze anos permitiu conter o problema da droga, ao assegurar que o número de pessoas no mundo que consomem narcóticos ilícitos pelo menos uma vez por ano alcançou 208 milhões, ou seja, 4,9% da população do planeta entre 15 e 64 anos.

No entanto, a ONU assume que o problema do crime organizado associado às drogas, que representa um mercado de cerca de 320 mil milhões de dólares, piorou nos últimos anos.

"Devemos ter a coragem de observar as consequências dramáticas e imprevistas do controlo da droga, o surgimento de um mercado criminoso de proporções assombrosas", reconheceu o director-geral do Gabinete da ONU contra a Droga e o Crime, o italiano Antonio Maria Costa.

As delegações presentes no encontro de Viena concordaram na elaboração de uma Declaração Política não vinculativa que sublinha a necessidade de respeitar os direitos humanos na luta contra os narcóticos, mas que evita nomear as políticas de redução de danos.
11-03-2009 Oje Jornal Económico

The Post-9/11 Afghan Heroin Explosion

The War on Drugs. The War on Terror. Narco-Terrorism. Prior to 9/11, the poppy production levels in Afghanistan were at a low and many of the Taliban were against heroin and the opium poppies. However, since U.S. forces entered after 9/11, the poppy crop has skyrocketed. The UN has reported that the six-year boom has lead to the Afghan crop being responsible for 92% of the world's heroin trade. With Homeland Security and the War on Terror, it's amazing that the drug still gets into the USA, one of it's strongest marketplaces.

Terrorismo: Afeganistão aumenta produção de ópio em 17 por cento (2008)

A produção de ópio no Afeganistão subiu 17 por cento em 2007, relativamente ao ano anterior, segundo o "Internacional Narcotics Control Strategy Report" de 2008 (INCSR) elaborado pelo governo norte-americano. Este resultado é um novo recorde histórico, pelo segundo ano consecutivo, e adverte para o facto de o crescimento da produção de ópio estar relacionada com as actividades terroristas no país.

O Afeganistão detém cerca de 93 por cento do mercado produtor da papoila branca, de onde provem o ópio, segundo o Departamento Criminal e de Narcóticos das Nações Unidas. A produção do país aumentou de 165,000 hectares de área de cultivo, em 2006, para 193,000, em 2007. As exportações de ópio ilícitas atingiram os quatro mil milhões de dólares.

O relatório indica que o tráfico de drogas no Afeganistão está a impedir a instalação no país de uma democracia com base numa economia lícita e com um mercado livre. O aumento da produção de drogas no país tem um efeito directo no fortalecimento de grupos opostos ao governo, como os Talibã. As conclusões do governo norte-americano referem ainda que estes grupos são protegidos pelos traficantes de drogas que lhes fornecem armas e financiamento, enquanto os Talibãs oferecem protecção e impedem que o governo interfira nas actividades dos traficantes.

O INCSR conclui também que produção de ópio tem um maior desenvolvimento em zonas onde os talibã são mais activos.
19-03-2008 TDSnews

A report on Afghan Heroin Addicts

Produção de ópio no Afeganistão aumenta 49 por cento este ano (2006)

A produção de ópio no Afeganistão vai aumentar 49 por cento este ano, apesar dos milhões de dólares gastos para combater esta cultura, informou hoje em Cabul um alto responsável da ONU. O Presidente afegão Hamid Karzai diz-se “decepcionado”.

“A plantação de ópio no Afeganistão está fora de controlo”, reconheceu António Maria Costa, director da agência da ONU contra a droga e o crime (UNODC).

“A colheita deste ano rondará as 6100 toneladas de ópio”, ou seja, 49 por cento a mais do que em 2005, revelou.

O Afeganistão assegura, assim, 92 por cento da produção mundial de ópio, na base do fabrico da morfina e heroína. A colheita de 2006 ultrapassa em 30 pontos percentuais o consumo mundial, acrescentou António Maria Costa.

“Os números são muito preocupantes. O Afeganistão está cada vez mais dependente da sua própria droga”.

Costa exige que “os cem piores traficantes e cultivadores de ópio sejam detidos e julgados. Propomos que os seus bens sejam redistribuídos pelo povo afegão, especialmente, as terras”.

Este ano, a superfície cultivada aumentou 59 por cento para 165 mil hectares.

A campanha de erradicação permitiu destruir 15.300 hectares contra 5100 do ano passado.

Presidente afegão diz-se “decepcionado”

Perante estes números, o Presidente afegão Hamid Karzai diz-se “decepcionado”, segundo um comunicado da presidência.

“Estou decepcionado porque o sucesso que conseguimos no ano passado quanto à erradicação se tenha invertido este ano”, disse Karzai.

“Quaisquer que sejam as razões deste ano, o Governo afegão e a comunidade internacional devem retirar lições e trabalhar mais sobre todas as frentes da luta contra a droga para evitar que se repita em 2007”.

O Presidente Karzai apelou à comunidade internacional para aumentar a sua cooperação com o Governo do Afeganistão e para ajudar o país a “reforçar os recursos” das forças de segurança.

Karzai adiantou que foi criado um tribunal especial, dedicado às questões da droga.
02-09-2006 Público

A Fateful Harvest - Afghanistan

parte I


parte II


parte III


parte IV


parte V


parte VI


parte VII


parte VIII

Produção de ópio no Afeganistão no máximo

O cultivo da papoila e a produção de ópio será uma actividade dos afegãos, mas é, fundamentalmente um negócio de transnacionais ligadas à administração norte-americana e de elementos ligados à CIA.

A questão é: Porquê? Sob o governo Taliban, iniciado em finais da década de 1990, o Afeganistão quase acabou com o crescente cultivo de ópio por volta do ano de 2001. Cinco anos depois os Talibans estão de volta, mas a produção aumenta rapidamente.

Segundo o Wasbhington Post: “A produção de ópio no Afeganistão, que assegura mais de 90 % da heroína no mundo, bateu todos os recordes em 2006, atingindo um máximo histórico, não obstante os esforços de erradicação sob a responsabilidade dos Estados Unidos, também referidos pela Administração Bush.

“Além de um aumento da produção de 26 % no último ano – para um total de 5644 toneladas métricas – a área de cultivo da papoila do ópio aumentou 61 %. Nas duas principais províncias produtoras, Helmand no Sudoeste e Oruzgan no Afeganistão central, o cultivo estava em alta, com 132 %.”

Com alguma subestimação, John Walters, chefe da política da droga na Casa Branca, considerou as notícias “desanimadoras”. Eu diria que eram chocantes. Mas, curiosamente, “as forças Talibans a ressurgirem” foram apontadas como o principal obstáculo aos esforços de estabilização e reconstrução no Afeganistão e o investimento militar dos Estados Unidos ultrapassou de longe os programas antinarcóticos e de desenvolvimento”,

Walters foi ao ponto de dizer que “como problema, o comércio da droga (…) rivaliza e de certo modo ultrapassa o dos Talibans, ameaçando fazer descarrilar outros aspectos da política dos E. U.” Mas eu julgava que, quando esses bandidos barbudos, os Talibans, estavam no poder, a produção de ópio era quase zero, com uma queda de 94 %.

Isto lembra-nos um artigo de Michael Ruppert, “O império da droga de Bush-Cheney”, publicado no Nexus Magazine. Escreveu ele: “Toda a gente sabe do envolvimento da família Bush na questão da droga, mas é menos conhecida a ligação directa de Dick Cheney com um canal global da droga através de uma empresa de construção.” Sem papas na língua, Mike avança…

De Medellin para Moscovo com a Brown & Root

Brown & Root da Halliburton Corporation é um das principais peças do Império da Droga Bush-Cheney. O êxito do companheiro de Bush, vice-presidente Richard Cheney, em levar a empresa Halliburton a ganhar uma parte de leão de 3,8 biliões (milhões de milhões) de contratos federais e empréstimos garantidos pelos contribuintes é apenas um indicador parcial do que pode acontecer, agora que Bush ganhou as eleições para Presidente dos Estados Unidos.”

Mas está a Brown & Root (BR), subsidiária da antiga companhia de Cheney, igualmente envolvida no Afeganistão? Bem, SThe Center for Public Integrity relata: “Em 2002 foi atribuído pelo Departamento de Estado à BR um contrato de de 100 milhões de USD para construir uma nova embaixada dos E. U. em Kabul, Afeganistão.” Ah, pois é. E…

“À BR também foram atribuídas 15 empreitadas do LOGCAP (Logistics Civil Augmentation Program) num valor superior a 216 milhões de USD no âmbito da Operation Enduring Freedom (Operação Liberdade Duradoura), o nome militar para as operações no Afeganistão. Estas incluem a instalação de campos militares em Kandahar e a Base Aérea de Bagram e treino de tropas estrangeiras provenientes da República da Geórgia.”

Mas não tem tradicionalmente a CIA estado metida no negócio da droga do Afeganistão, se recuarmos até aos anos 80, e também no caso Iran-Contra, proporcionando um fluxo contínuo de lucros da droga para o que tem sido chamado “o nosso governo sombra”, responsável por operações escuras à escala mundial? Mais uma vez, segundo Ruppert, o incremento do ópio no Afeganistão começou nessa altura com a CIA por perto.

A CIA plantou o ópio que agora cresce

Ruppert diz: “Antes de 1980 o Afeganistão produzia 0% do ópio mundial. Mas, então, a CIA entrou em cena e, por volta de 1986, estava a produzir 4% do abastecimento mundial de heroína. Por volta de 1999 estava a entregar 3.200 toneladas de heroína por ano, cerca de 80% do abastecimento total do mercado. Mas, então, aconteceu algo de inesperado. Os Talibans chegaram ao poder, e por volta de 2000, tinham destruído aproximadamente todos os campos de ópio. A produção caiu de mais de 3000 para apenas 185 toneladas. Uma redução de 94%! Esta enorme queda das receitas representou um grande golpe não só nos projectos o Orçamento Negro da CIA, mas também no fluxo de entrada e saída livre de dinheiro lavado nos bancos estratégicos.”

O Professor de História na Universidade de Wisconsin Alfred McCoy confirma no essencial no The World Traveler a opinião de Ruppert: (…) “Em poucos anos, as correntes da geopolítica global deslocaram-se de modo que projectaram a CIA para novas alianças com os traficantes de droga. Em 1979, os soviéticos invadiram o Afeganistão e a revolução Sandinista tomou o poder na Nicarágua, ocasionando duas operações secretas da CIA com algumas semelhanças reveladoras.

“Durante a década de 1980, quando a União Soviética ocupava o Afeganistão, a CIA, operando através da Inter-Service Intelligence do Paquistão, gastou uns 2 biliões de dólares para apoiar a resistência afgã. Quando a operação arrancou em 1979, esta região cultivava ópio somente para os mercados regionais e não produzia heroína.

“Porém, dentro de dois anos, o território fronteiriço Paquistão-Afganistão tornou-se o maior produtor mundial de heroína, abastecendo 60% da procura dos E.U. No Paquistão, a população dependente de heroína passou praticamente de zero em 1979 para 5000 em 1981 e para 1,2 milhões por volta de 1985, uma subida muito mais rápida do que em qualquer outro país.

“Mais uma vez, os fundos da CIA controlaram este comércio de heroína. Quando as guerrilhas Mujaheddin ocuparam território no Afeganistão, elas deram ordem aos camponeses para plantarem ópio com um imposto revolucionário. Através da fronteira, no Paquistão, chefes afgãos e quadrilhas locais tinham a funcionar centenas de laboratórios de heroína. Durante esta década de tráfico escancarado da droga, a DrugEnforcement Agency dos E.U. em Islamabad absteve-se de instigar capturas ou detenções de importância.

“Em Maio de 1990, quando a operação da CIA estava a desenrolar-se, The Washington Post publicou na primeira página um artigo que acusava Gulbudin Hekmatar, o chefe afgão favorito da CIA, como um dos principais fabricantes de heroína. O jornal referia, de modo semelhante ao relato posterior sobre os contras no San José Mercury News, que funcionários dos E.U. se tinham recusado a investigar acusações de tráfico de heroína pelos seus aliado afgãos ‘porque a política de narcóticos dos E.U. no Afeganistão foi subordinada à guerra ali contra a influência soviética.”

Linha de base

Assim, parece-me que “inspirámos” os afgãos a produzir heroína, exportámo-la para financiar operações secretas, incluindo uma guerra em grande. Portanto, o milagre das papoilas a rebentarem de novo este ano será o quê? Um acidente, um mau vento que sopra nada de bom, o Taliban obstinado ou esses senhores da guerra que já lutaram ao nosso lado ou, com toda a probabilidade, o contratador preferido dos E. U., Brown & Root, a tomar parte nalgum esforço mais amplo da CIA?

Voltando, para uma resposta, ao artigo do Washington Post. O seu autor, Karen DeYoung referiu que “o Gen. James L. Jones, comandante supremo da NATO, disse numa recente intervenção no Concelho das Relações Exteriores, que o Afeganistão é a maior operação da NATO, com mais de 30.000 homens. Cartéis da droga com os seus próprios exércitos entram regularmente em combate contra as forças da NATO existentes no Afeganistão. Declarou ele: “Seria errado dizer que são apenas os Talibans. Penso que temos de ter ideias claras.” Muito bem. Nós gostamos de falar claramente.

DeYoung também refere que o Director da CIA, Michael V. Hayden declarou no Congresso no mês passado: “É quase o próprio problema do diabo (…) Neste momento a questão é a estabilidade … Ir lá e atacar o negócio da droga fomenta na realidade a instabilidade que queremos vencer.” Vão-me desculpar, se vou pôr uma questão sobre esse “próprio problema do diabo”. E quem seria esse diabo?

O tenente-general Michael D. Maples director da Defense Intelligence Agency, está de acordo. Ele disse: “Atacar o problema directamente em termos do negócio da droga (…) seria minar a tentativa de ganhar o apoio popular na região. Penso que há um verdadeiro conflito.” Eu também penso isso. O conflito parece ser entre as pessoas que semearam e fizeram crescer o negócio do ópio e aqueles que estão agora perante a possibilidade de perder completamente os lucros que ele dá.

Temos ainda o Presidente afgão, Hamid Karzai, comentando “antes nós pensávamos que o terrorismo era o maior inimigo do Afeganistão (…)” Creio que isto foi dito por Bush-Cheney, não confundindo este “nós” como todos os cidadãos da América. Fazia parte desta suposição a necessidade de atacarmos o País porque “albergava” bin Laden e os seus bandidos. Hoje, bin Laden escapa aos seus perseguidores. O que o presidente afirma já não é importante; agora ele diz que “o ópio, o seu cultivo e as drogas são o maior inimigo do Afeganistão.” Ah!

Então vamos apanhar os abastecedores. Mas DeYoung diz-nos: “A erradicação e os programas alternativos de desenvolvimento fizeram pouco avanço detectável. O cultivo – medido anualmente por meio de imagens de satélite de alta definição, depois esquadrinhadas por analistas com programas especializados de computador – é quase o dobro do nível máximo pré-Karzai.”

Então o que é que nos dizem realmente esses dados dispendiosamente explorados? Que talvez, além dos amigos no antigo patrão, Unocal, a gente do x, o Presidente Karzai poderá ter mais amigos na aparentemente distraída CIA, para não mencionar a subsidiária de Halliburton, Brown & Root, a antiga firma do inefável Mr. Cheney.

Isto foi talvez dito mais delicadamente por Karen DeYoung: “Depois do derrube do governo Taliban pelas forças dos E.U. no Outono desse ano //2001//, a administração Bush afirmou que pôr um tampão na produção estava entre as mais altas prioridades. Mas a corrupção e as alianças formadas por Washington e pelo governo afegão com os chefes tribais anti-Taliban, alguns dos quais são considerados envolvidos a fundo no comércio, sabotam os esforços.” O itálico é meu. Deles é o pecado.

Jerry Mazza 30.01.07
Editor associado do Online Journal e escritor freelancer que vive em New York.

Tradução de João Alves Falcato

National Geographic - Situation Critical Taliban Uprising

parte I


Parte II


Parte III


Parte IV


Parte V

20 de novembro de 2009

The smell of paradise - BBC documentary

parte I


parte II


parte III


parte IV


parte V


parte VI

O Conflito e a reconstrução do Afeganistão

Antes da intervenção soviética, em 1979, o Afeganistão era já um dos países mais pobres do mundo. Hoje, após 15 anos de guerra e a deslocação de mais de um terço da sua população, o país encontra-se ao mais baixo nível de desenvolvimento.

A esperança de vida no Afeganistão mal chega aos 43 anos. O nível de alfabetização ronda os 20% e a taxa de mortalidade infantil de crianças com menos de 5 anos, bem como a taxa de mortalidade materna são das mais elevadas do mundo. De acordo com o PNUD, a produção de alimentos per capita caiu cerca de 30% entre 1980 e 1991, o que leva a que a população afegã apenas consiga satisfazer três quartos das suas necessidades diárias em calorias. Entretanto, o Afeganistão tornou-se o maior país receptor de armas, tendo em conta a dimensão do seu território e população.

Apesar das forças armadas soviéticas se terem retirado do Afeganistão em 1989, apenas em Abril de 1992 foi finalmente deposto o governo que tinham mantido no poder, sendo substituido por uma administração islâmica. A esta mudança de governo, seguiu-se rapidamente o regresso de 1.5 milhões de refugiados, dos quais cerca de 5 milhões se haviam refugiado no Paquistão e na República Islâmica do Irão. Mas a luta entre facções políticas rivais depressa irrompeu no interior e arredores da capital, Kabul, que tinha conseguido manter-se como uma ilha de relativa paz durante a guerra soviética. Os combates deram lugar a novos movimentos de refugiados, impondo encargos adicionais sobre o ACNUR e outras organizações humanitárias que procuravam fazer frente às dificuldades do novo fluxo de refugiados.

Falta de estabilidade
Os afegãos constituem a maior população de refugiados do mundo, vivendo cerca de 2.8 milhões de pessoas fora do país. Apesar da contínua falta de estabilidade no Afeganistão, há elementos suficientes no sentido de que estes refugiados se mantêm no exílio para assegurar seu bem-estar económico e social, e não para garantir a sua segurança física. Nos seus países de asilo, os afegãos têm acesso a escolas, serviços de saúde, electricidade, água potável, mercados e oportunidades geradoras de rendimento - poucos dos quais se encontram acessíveis no Afeganistão, sobretudo nas remotas regiões rurais de onde são oriundos muitos dos afegãos que ainda se encontram refugiados. Nestas circunstâncias, para além do desejo de viverem no seu próprio país e comunidade, a motivação destes refugiados para o repatriamento poderá ser limitada.

A reconstrução de infra-estruturas e da economia do Afeganistão é, por isso, duplamente importante: Em primeiro lugar, para promover o repatriamento dos refugiados que se mantêm nos países de asilo; e, em segundo, para assegurar que aqueles que são repatriados possam manter-se no seu país, ter uma vida produtiva e reintegrar-se com os restantes membros da população. Em relação aos refugiados afegãos que se encontram na República islâmica do Irão, que sofrem actualmente alguma pressão no sentido de aceitarem o seu repatriamento, existem algumas preocupações particulares sobre a necessidade de se aumentar a capacidade de absorção na região Oeste do Afeganistão, onde se espera um importante fluxo de retornados.

Embora os benefícios de um programa integrado de reconstrução sejam suficientemente evidentes, os obstáculos que se colocam no caminho deste objectivo também são óbvios. Desde o tempo da retirada soviética, em 1989, o Afeganistão foi diminuindo de importância na agenda internacional, obscurecido por uma sucessão de situações de emergência humanitária noutras regiões do mundo. Confrontados com a continua instabilidade do país, os países doadores têm relutância em atribuir montantes elevados de ajuda ao Afeganistão.

Ao nível operacional, o facto do conflito se manter activo, também traz algumas limitações significativas às organizações de ajuda humanitária e de apoio ao desenvolvimento, que conseguiram angariar fundos para programas a realizar no Afeganistão. Como muitas outras organizações, o ACNUR não tem conseguido manter o pleno funcionamento da sua representação em Kabul desde 1992, tendo sido obrigado em diversas ocasiões a evacuar ou a deslocar o seu pessoal devido a problemas de segurança.

Actividade produtiva
Apesar de todas estas dificuldades, a recente experiência do ACNUR no Afeganistão, tem demonstrado que os esforços de repatriamento e reconstrução podem prosseguir, mesmo na ausência de um governo nacional estável. Apesar dos combates prosseguirem em Kabul e nos seus arredores, muitas regiões rurais têm-se mantido relativamente apaziguadas, permitindo que um vasto conjunto de actividades de reabilitação pudesse ser levado a cabo, nos últimos anos. Estas actividades incluem, por exemplo, a desminagem, a reparação de canais de irrigação, o fornecimento de sementes e outros materiais agrícolas, o melhoramento de estradas de acesso entre as aldeias e os mercados, a instalação de poços de superfície e bombas manuais para fornecimento de água potável. Em resultado destas actividades, terrenos que se encontravam abandonados, há uma década ou mais, estão novamente a produzir trigo, frutos e outras culturas. De acordo com o PNUD, mais de 90% da população encontra-se actualmente envolvida numa actividade produtiva.

Aumentando a sua presença e actividade em regiões chave do país (tanto rurais, como urbanas), o ACNUR acredita que poderá contribuir para o processo de estabilização e ajudar a criar condições de vida viáveis para a população afegã. De facto, estas iniciativas são uma pré-condição para o repatriamento e reintegração de 2.8 milhões de afegãos - cerca de 20% da população total do país - que continuam exilados.

Contudo, a experiência tem demonstrado que não existe necessariamente uma correlação entre a reabilitação do país e o regresso dos refugiados. Nalgumas regiões do Afeganistão, o início das actividades de reconstrução visava promover o repatriamento de refugiados, mas o movimento de regresso foi dificultado por outros factores, relacionados nomeadamente com a propriedade das terras e divergências tribais, étnicas ou religiosas. Em consequência, as actividades do ACNUR desviaram-se para regiões onde o repatriamento já se encontrava em curso e onde os retornados e outros habitantes locais podiam ser a força motora do processo de reabilitação, bem como um parceiro capaz de liderar a identificação, planeamento e implementação de projectos.

A necessidade de apoiar as opções dos retornados e outros beneficiários, em vez de lhes impôr prioridades,é particularmente importante num país como o Afeganistão, caracterizado por fortes lealdades tribais e por um espírito empreendedor. Reconhecendo as realidades da situação no seu país de origem, os refugiados afegãos no Paquistão desenvolveram as suas próprias estratégias de repatriamento, que visavam facilitar o processo de reintegração e maximizar as suas opções. Assim, em qualquer família ou comunidade de refugiados, alguns dos homens regressavam ao Afeganistão, para preparar terreno e reconstruir as suas casas, enquanto outros se empregavam em Karachi ou nos países do Golfo, deixando as mulheres e crianças sob a protecção social e material dos campos de refugiados. Dada a incerteza das condições de vida no Afeganistão, estas estratégias demonstram de forma positiva o interesse dos refugiados regressarem ao seu país.
ACNUR

James Nachtwey - Afghanistan


Afghanistan, 1996 - Mourning a brother killed by a Taliban rocket.


Afghanistan, 1996 - The game of Buzkashi was brought to the country by
Genghis Khan.



Afghanistan, 1996 - Land mine victims learned to walk on prosthetic legs
at ICRC clinic.



Afghanistan, 1996 - Ruins of Kabul from civil war.

www.jamesnachtwey.com

Ahmad Shah Massoud

Ahmad Shah Massoud (em persa: احمد شاه مسعود) (c. 2 de setembro de 1953 – 9 de setembro de 2001) nasceu no Afeganistão e formou-se em engenharia na Universidade de Kabul. Tornou-se o líder militar que articulou a expulsão do exército soviético do Afeganistão e ganhou o título de "Leão de Panjshir". Seus seguidores o chamam de "Amer Sahib e Shaheed", ou seja, "Nosso Comandante Martirizado".
Tornou-se Ministro da Defesa do Afeganistão em 1992 sob o governo do presidente Burhanuddin Rabbani. Durante o colapso do governo de Rabbani e a ascensão do regime dos Talibã, Massoud firmou-se como o líder militar da Frente da União Islâmica para a Salvação do Afeganistão, a Aliança do Norte.
Em 9 de setembro de 2001 Massoud foi assassinado por agentes da al Qaeda por sua cumplicidade com Abdul Rasul Sayyaf, apenas dois dias antes dos ataques de 11 de Setembro de 2001. No ano seguinte foi nomeado "Herói Nacional" por ordem do presidente afegão Hamid Karzai.
wikipédia

Massoud l'Afghan
parte I


parte II


parte III


parte IV


parte V


parte VI


parte VII


parte VIII


parte IX


Massoud l'Afghan
Documentary by Christophe de Ponfilly

19 de novembro de 2009

SOVIET AFGHAN WAR DOCUMENTARY

parte I


parte II


parte III


parte IV


parte V

Afeganistão

A história do Afeganistão é marcada pela miscigenação e pelo confluir da influência de diversos povos e civilizações asiáticas, devido à sua posição geográfica, numa zona de transição e de movimentos migratórios. De 2000 a.C. a 1500 a.C. (aproximadamente), a região já servia de passagem para tribos indo-europeias que se dirigiam para o Penjabe através dos desfiladeiros do Hindu Kush. Do século VI a.C. ao IV a.C. tornou-se parte do Império Persa, iraniano, dos Aqueménidas, subdividido nas províncias de Drangiana, Ária e Aracósia.

Civilização greco-búdica
Podemos considerar que o primeiro gérmen nacionalista afegão nasceu durante este período, com a reforma religiosa de Zoroastro (século IV a.C.), que originou um reino monárquico organizado de tribos arianas. Em 329 a.C., a região é conquistada por Alexandre da Macedónia que aí estabeleceu várias cidades designadas por Alexandria. Essas cidades terão dado origem, provavelmente, a Kandahar e a Cabul. A primeira Alexandria aí fundada, a “Alexandria dos Arianos” terá dado origem à actual Herat. Depois da morte de Alexandre, a Bactriana foi governada pelos Selêucidas até 250 a.C., ainda que as satrapias de Kandahar, Cabul, Herat e Balochistão tenham sido cedidas por Seleucas Nicator, em cerca de 305 a.C., a Chandragupta, fundador do império Maurya (Mauria) e avô de Açoka (Asoca). Este último, que adoptou o budismo como religião, é o autor do mais antigo documento escrito da história do Afeganistão, em grego e aramaico. Em 250 a.C. forma-se, durante o seu reinado, o reino independente de Bactriana que se estenderá até cerca de 125 a.C.. Este será um período particularmente florescente em termos culturais, com a afirmação de uma civilização greco-búdica nascida da troca de influências helénicas e indianas. A região terá tido, durante esta época, uma escrita própria. A partir do final do século II a.C. ou início do século I a.C. que invasões de tribos nómadas indo-europeias vindas da Alta Ásia (primeiro, os Citas, depois, os Partos) darão fim a esta civilização. Nos dois primeiros séculos da era Cristã, a região foi integrada no império dos Kushana, nómadas tornados sedentários vindos da China, que se estabeleceram a sul do Amu Dária. Os Kushana alargaram o seu domínio ao Noroeste da Índia, difundindo o budismo como religião de estado, e mantiveram-se na região até ao século VI. O império, que teve o seu auge no reinado de Kanishka, tornou-se num local de passagem de grande importância no intercâmbio entre o império Romano, a Índia e a China. As rotas das caravanas da Ásia Central, como a “Rota da seda”, ajudaram, por seu lado, à difusão do budismo na China.



Início da civilização islâmica
A zona ocidental da região foi, desde o século III, acometida pelos Sassânidas, havendo a realçar a invasão de Shapur I ao império dos Kushana. No final do século IV, início do século V, a Báctria é assolada por uma horda de Hunos brancos que segue em direcção à Índia, onde os Sassânidas, aliados aos turcos, os derrotam em 568. A região é então partilhada por várias potências, de forma algo complexa. O bramanismo hindu terá nessa altura uma importância decisiva, sendo reafirmada com a dinastia dos Kabul Xá, substituindo o budismo. Quando os árabes conquistam a região, no século VII (a conquista de Herat dá-se a 651), encontrarão, assim, alguma resistência à implantação do islamismo que, contudo, impor-se-á definitivamente na primeira metade do século VIII. A região passará a ser designada pelos árabes como Khorassan (País de Leste).
Formaram-se, então, duas dinastias autónomas: os Safáridas e os Samânidas. Os últimos termiram o seu poderio no século X, passando a região a ser controlada por diversas dinastias turcas. No século XIII, os Mongóis invadem o território, liderados por Gengis Khan, causando uma devastação que será depois continuada por Tamerlão, à frente dos turco-mongóis. Estes últimos, contudo, serão absorvidos pela cultura islâmica, promovendo mais tarde um certo renascer civilizacional.
Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, a rota da seda deixa de ter a importância que tinha e leva ao abandono do Khorassan. O grupo étnico dos Pachtu começa então a ganhar alguma importância em relação às outras etnias, principalmente depois de Mir Waïss e do seu filho, Mir Mahmud, que conquistou a capital do Irão, Isfahan. O seu sucessor será considerado um tirano, de modo que é deposto por Nadir Xá, que prosseguirá a política de conquistas (Kandahar e Cabul, em direcção a Deli, na Índia).



Os ingleses no Afeganistão (c. 1830-1919)
Os ingleses transformaram-se na potência principal no sub-continente indiano depois do tratado de Paris de 1763, mas a coleção de pequenos príncipes e de tribos guerreiras que compunham o Afeganistão não lhes interessou até ao século XIX. Em 1809, sem saber em que direcção iam as ambições de Napoleão, ainda fizeram um pacto com o líder de uma das facções em que se tinha estilhaçado a dinastia Durani, na região. Foi então que o Império Russo começou a ganhar vantagem na região afegã para pressionar a Índia britânica.
A potência principal no Afeganistão era Dost Mohammed Khan. Entre 1818 e 1835 tinha unido a maioria dos povos afegãos sob o seu domínio. Em 1837, os Ingleses tinham-lhe proposto uma aliança por temerem uma invasão Russo-Persa do Afeganistão. Entretanto os Ingleses e Dost Mohammed desentenderam-se e os Ingleses decidiram invadir o país.
Em 1839, entre abril e agosto, os Ingleses conquistaram as planícies e as cidades de Kandahar no sul, Ghazni e Kabul, a capital. Dost Mohammed rendeu-se e foi exilado na Índia, e os britânicos colocaram Shah Shuja no poder. Mas grande parte do país continuava a opor-se ativamente aos Ingleses, sendo o filho de Dost Mohammed, Akbar Khan, o mais ativo.
Em novembro de 1841, um antigo oficial britânico, Sir Alexander 'Sekundar' Burnes, e os seus ajudantes foram mortos por uma multidão em Kabul. As forças britânicas acantonadas no exterior de Kabul não agiram de imediato. Nas semanas seguintes os generais britânicos Elphinstone e McNaghten tentaram negociar com o Akbar Khan, mas McNaghten foi morto numa das reuniões. Em janeiro de 1842, Elphinstone seguiu uma estratégia incomum: os Ingleses e os seus seguidores saíram de Cabul e tentaram voltar a Peshwar. A caravana era composta por 15 a 30.000 pessoas. Apesar de Akbar Khan ter dado garantias de segurança, os ingleses foram atacados durante toda a viagem. Oito dias após ter deixado Kabul um sobrevivente conseguiu chegar a Jalalabad. Shah Sujah foi assassinado e Dost Mohammed reconquistou o trono, governando até 1863.
Dost Mohammed foi sucedido pelo filho Sher Ali (Akbar Khan morreu em 1845). Depois de uma algumas lutas internas em 1860, Sher Ali aproximou-se da Rússia czarista, que tinha estendido sua influência ao Turquemenistão. Em consequência desta amizade política, em novembro de 1878 os Ingleses invadiram outra vez o Afeganistão e voltaram a tomar Cabul. Sher Ali fugiu para o norte do Afeganistão mas morreu em Mazar-i-Shariff antes que pudesse organizar todas as forças. Os Ingleses apoiaram o filho de Shir Ali, Yaqub Khan, como o sucessor e o forçaram a assinar o Tratado de Gandumak. Era um tratado extremamente desfavorável e colocou os povos afegãos contra aos ingleses.
Por volta de 1881 os ingleses tinham bastado a si mesmos e a despeito da vitoriosa carnificina na batalha de Maiwand, em julho de 1880, saíram. Os Ingleses dominaram algum território e mantiveram sua influência, mas em um golpe a seu favor, colocaram Abdur Rahman no trono. Um homem leal aceitável para Ingleses, russos e para o povo afegão. Governou o Afeganistão de forma firme até 1901 e foi sucedido por seu filho Habibullah.
Na convenção de São Petersburgo em 1907 a Rússia concordou que o Afeganistão ficasse fora de sua esfera de influência. Habibullah, que conseguiu manter a neutralidade do Afeganistão durante a Primeira Guerra Mundial e assistiu ao primeiro movimento pela adopção de uma constituição no país, foi assassinado por nacionalistas em 1919 e substituído por seu filho Amanullah Khan. Amanullah declarou a independência total e provocou a terceira guerra Anglo-Afegã. Após muita discordância, os ingleses concordaram com autonomia plena. Em agosto de 1919, o tratado foi assinado. Amanullah fez também reformas profundas na política interna do país, ao abolir a servidão. Chegou, inclusive, a tocar no estatuto da mulher, o que provocou descontentamentos e o obrigou a exilar-se.
Seguiu-se o reinado ditatorial de Nadir Xá, assassinado em 1933. O seu filho, Mohammad Zahir Xá, tentou seguir uma política mais aberta, tomando uma posição relativamente neutral, no âmbito da Guerra Fria, em relação aos EUA e à União Soviética. Com a saída dos britânicos do subcontinente indiano, o primo do rei, Daud Khan, aproxima-se da União Soviética, depois de resolvidas algumas questões em relação à fronteira com o recém formado Paquistão.
A formação de dirigentes e o fornecimento de armas passa a ser da competência dos soviéticos. Em 1964, o Afeganistão adopta a sua constituição, da competência do governo de Mohammad Yussuf, que estabelece um regime parlamentar (monarquia constitucional). As primeiras eleições, de sufrágio secreto, seguem-se a esta medida. É ainda de referir o trabalho do primeiro-ministro Hashim Maiwandwal, a nível da economia e da manutenção da política de neutralidade.
Em 1973, na sequência de uma crise económica provocada por anos seguidos de seca, o general Daud Kahn, organiza um golpe de Estado e proclama a República. As modificações manifestadas na sociedade afegã também ajudaram ao golpe de Estado: a família real tinha, insolitamente, estabelecido relações de colaboração com a esquerda contrária à monarquia tradicional, apoiada nos chefes das tribos mais influentes (principalmente, os Pashtuns). Daud prosseguirá uma política de aproximação aos países muçulmanos, principalmente com a Arábia Saudita, o que não será visto com agrado pela União Soviética e levará ao fim do seu governo, a 27 de Abril de 1978, com a ascensão ao poder do Partido Democrático e Popular, comunista - no que ficaria conhecido como a "Revolução do Saur" (período que vai de 22 de Abril a 22 de Maio).

Afeganistão moderno (1979 a 2000)
O Afeganistão foi invadido e ocupado pela União Soviética em 27 de dezembro de 1979, em que Hafizullah Amin é morto num ataque soviético ao pálacio do governo e é substituído por Brabak Karmal pró-russo. Nos anos seguintes as forças governamentais e os 118 000 soldados soviéticos tomam o controle das principais cidades e vias de comunicação, mas todas as operações militares realizadas revelam-se insuficientes para derrotar os rebeldes mujahidin nas montanhas.
Apesar da destruição maciça provocada na região, os sovieticos foram forçados a retirar-se dez anos mais tarde (a 15 de fevereiro de 1989) devido a um exército desmoralizado e falta de sustentação logística. As forças anticomunistas dos mujahidin foram supridas e treinadas pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, Paquistão, China e outros países da região. Lutas subseqüentes entre as várias facções do mujahadin, permitiram que os fundamentalistas dos Taliban pudessem se apropriar da maioria do país. Além da rivalidade civil continuada, o país sofre de enorme pobreza, de uma infraestrutura devastada, e da exaustão de recursos naturais.
Nos últimos dois anos o país sofre com a seca. Estas circunstâncias conduziram três a quatro milhões de afegãos a sofrerem de inanição.
Fracassam, em meados de 1999, as negociações de paz - patrocinadas pela Arábia Saudita - entre o governo fundamentalista islâmico do Taliban e a Frente Islâmica Unida de Salvação do Afeganistão (Fiusa), agrupamento de facções étnicas e tribais de oposição sob a liderança do ex-ministro da Defesa Ahmed Shah Massud.
A fase mais recente da guerra civil afegane - que já dura duas décadas - tem início em 1992, quando uma aliança de movimentos guerrilheiros derruba o regime pró-comunista de Mohammad Najibullah. As negociações para a formação de um governo de coalizão degeneram em confrontos, e, em 1996, o Taliban (milícia sunita de etnia patane, a mais numerosa do país) assume o poder e implanta um regime fundamentalista islâmico. Cerca de 1 milhão de pessoas morrem na guerra. Outros 2,5 milhões estão refugiados em países vizinhos.
Sob o governo do Taliban, o país corre o risco de transformar-se no epicentro de conflitos regionais. O Irã ameaçou deslocar tropas em defesa da minoria xiita afegane. O governo indiano acusa o Taliban de apoiar os separatistas muçulmanos na Caxemira. E a Federação Russa denuncia o envolvimento do Afeganistão com os separatistas muçulmanos da Chechênia e do Daguestão. Os EUA, que armaram os guerrilheiros islâmicos durante a invasão soviética do Afeganistão (1979-1989), agora pressionam o Taliban para que extradite o milionário saudita Osama Bin Laden, responsabilizado por ataques terroristas a suas embaixadas na África.
O colapso de um acordo de paz de 1999, que deveria levar a uma coalizão entre o Taliban e a Fiusa, reforça o isolamento do Afeganistão - cujo governo é apoiado apenas por Arábia Saudita, EAU e Paquistão, seu principal aliado. A ONU impõe sanções econômicas ao país em novembro de 1999 até que Bin Laden seja entregue a um tribunal internacional.
A 16 de abril de 2001, Mohamed Rabani, 2º da hieraquia Taliban, morre de câncer no fígado. A 10 de setembro, a oposição armada Frente Unida anuncia que o líder Ahmed Shah Massud sofreu o atentado no dia anterior por 2 falsos jornalistas árabes da Argélia; suspeita-se que o atentado foi ordenado pelo Bin Laden.



11 de Setembro de 2001
O atentado às Torres Gêmeas, cometido em Nova Iorque quando eram 17 h e 15m no Afeganistão, não é noticiado nesse país,tornando-se o único a não falar do assunto. Na madrugada do dia 12 de setembro, um bombardeio atribuído por forças da Frente Unida às 1 h e 45m, ataca o Aeroporto de Cabul, sendo transmitido pela CNN. Ele chegou ser atribuído por EUA, que negaram o ataque.
Os atentados de 11 de setembro são atribuídos a Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, protegido pelo Taliban. Os Estados Unidos pedem ao Taliban sua extradição, que é recusada. Assim, os Estados Unidos, forças aliadas e o grupo resistente afegão da Aliança do Norte lançaram uma campanha militar a 7 de outubro de 2001, às 20 h e 57m do Afeganistão. Os EUA começaram a bombardear posições militares, caçando e prendendo terroristas no Afeganistão e enviando-os para a base militar na Baía de Guantánamo em Cuba. O governo Bush afirmou que se tratava de combatentes ilegais, e que portanto eles não teriam direito ao tratamento de prisioneiros de guerra, que é regido pelas Convenções de Genebra e reconhece certos direitos básicos, que estariam sendo negados aos presos. Como Guantánamo, apesar de ser uma base norte-americana instalada em território de Cuba contra a vontade desse país, tecnicamente não é território dos Estados Unidos, arrasta-se na Corte Suprema dos Estados Unidos a discussão se os presos têm direito a advogado, a ver familiares e a serem submetidos a um julgamento justo, ou se podem ser sentenciados à morte por uma corte militar sem que a evidência utilizada seja submetida a um debate contraditório.
A operação norte-americana no Afeganistão teve mais sucesso que no Iraque, desmantelando boa parte do grupo terrorista Al Qaeda que estava sediado no país. Contudo, não devolveu a paz que a nação perdeu desde a invasão soviética. As províncias continuam dominadas pelos senhores da guerra, o Taliban reagrupa-se nas escolas islâmicas do outro lado da fronteira com o Paquistão e a administração local está longe de ser eficiente e honesta.

Política do Afeganistão
Em 27 de Setembro de 1996, as forças talibãs, constituídas de ex-estudantes, derrubaram o presidente, capturaram a capital, Cabul, e passaram a controlar grande parte do país. Em novembro desse ano outras facções negociavam um governo nacional de coalizão.
O atual presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, foi escolhido pelo governo dos Estados Unidos da América para dirigir um governo interino, após a queda dos Taliban.
Foram realizadas eleições a 9 de Outubro de 2004, com mais de 10 milhões de afegãos registrados para votar, mas a maioria dos 17 candidatos da oposição não reconheceu o resultado das eleições, alegando fraude; uma comissão independente encontrou evidências de fraude, mas considerou que isto não teria afectado os resultados. Karzai obteve 55,4% dos votos e foi empossado como presidente a 7 de Dezembro. Estas foram as primeiras eleições desde 1969, quando houve eleições para o parlamento.
O actual governo inclui membros da Aliança do Norte, um grupo político formado por elementos de diferentes regiões e grupos étnicos nomeados pela Loya jirga - conselho ligado às antigas tradições afegãs, inicialmente constituído por membros da etnia Pashtun, majoritária, e atualmente formado por diferentes líderes regionais e tribais, autoridades políticas, militares e religiosas, funcionários do governo, etc. E agora os Talibãs, estão escondidos nas montanhas e atacam em forma de guerrilha.

Geografia do Afeganistão
O Afeganistão é um país montanhoso, embora inclua planícies no norte e no sudoeste. O ponto mais alto do Afeganistão, o Nowshak, atinge uma altitude de 7 485 m acima do nível do mar. Grandes extensões do país são secas, e o fornecimento de água doce é limitado. O Afeganistão tem um clima continental, com verões quentes e invernos frios. O país é frequentemente abalado por sismos.
Além da capital, Cabul, as maiores cidades do país são Herat, Jalalabad, Mazar-e Sharif e Kandahar.

Clima
Clima árido a semi-árido; invernos frios e verões quentes.
Na região há predomínio de intemperismo físico, com a ação conjunta das grandes variações de temperatura, do gelo e dos ventos. O processo é acentuado por ser a região de clima árido.

Fronteiras e Pontos extremos
O Afeganistão possui 5 529 km de fronteiras, fazendo fronteira com o Paquistão (2 430 km), Tadjiquistão (1 206 km), Irão (936 km), Turcomenistão (744 km), Uzbequistão (137 km) e República Popular da China (76 km).

Topografia
O Afeganistão possui 647 500 km² de terra, sendo constituídos principalmente por montanhas escarpadas - o Hindu Kush e cordilheiras relacionadas; planícies no norte e sudoeste
Pontos extremos
Ponto mais baixo: Amu Dária - 258 m
Ponto mais alto: Nowshak - 7 485 m

Meio-ambiente
O Afeganistão sofre de alguns problemas ambientes. Entre eles está a limitação dos recursos naturais de água doce, abastecimento inadequado de água potável, degradação dos solos, sobrepastagem, desflorestação (a maior parte das florestas que restam está a ser cortada para obter combustível e materiais de construção. Fora estes problemas o país sofre com sismos nas montanhas Hindu Kush, cheias e secas.
O país faz parte de vários acordos internacionais, e em outros acordos assinou mas não ratificou.

Acordos em que o país faz parte:
Biodiversidade
Desertificação
Espécies Ameaçadas
Modificação Ambiental
Despejos Marítimos

Acordos em que o país assinou mas não ratificou:
Mudanças Climáticas
Resíduos Perigosos
Lei do Mar
Conservação da Vida Marinha

Dados gerais
Área total: 647 500 km²
Recursos naturais - gás natural, petróleo, carvão, cobre, cromite, talco, barites, enxofre, chumbo, zinco, ferro, sal e pedras preciosas e semipreciosas
Uso da terra
terra arável: 12,13%
cultivo permanente: 0,22%
pastos permanentes: n/a
florestas: n/a
outros: 87,65% (estimativa de 1998)
Terra irrigada - 23 860 km² (estimativa de 12569)
Geografia - nota - é um país interior; as montanhas do Hindu Kush, que se estendem de nordeste para sudoeste, separam as províncias do norte do resto do país; os picos mais elevados situam-se no Vakhan setentrional (Corredor de Wakhan)



Economia do Afeganistão
A economia do Afeganistão reflecte um país extremamente pobre, muito dependente da agricultura e da criação de gado. A economia sofreu grandemente com a recente agitação política e militar, e uma severa seca veio-se juntar às dificuldades da nação entre 1998 e 2001. A maior parte da população continua a ter alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde insuficientes, e estes problemas são agravados pelas operações militares e pela incerteza política. A inflação continua a ser um problema sério.
Depois do ataque da coligação liderada pelos EUA que levou à derrota dos Talibã em Novembro de 2001 e à formação da Autoridade Afegã Interina (AAI) resultante do acordo de Bona de Dezembro de 2001, os esforços internacionais para reconstruir o Afeganistão foram o tema da Conferência de Dadores de Tóquio para a Reconstrução do Afeganistão em Janeiro de 2002, onde foram atribuídos 4,5 biliões de dólares a um fundo a ser administrado pelo Banco Mundial. As áreas prioritárias de reconstrução são a construção de instalações de educação, saúde e saneamento, o aumento das capacidades de administração, o desenvolvimento do sector agrícola e a reconstrução das ligações rodoviárias, energéticas e de telecomunicações. Dois terços da população vivem com menos de dois dólares americanos por dia. A taxa de mortalidade infantil é de aproximadamente 160 por 1000 nascimentos.



Agricultura
Produto Toneladas
Trigo 28.340
Arroz 4.500
Cevada 3.300
Uva 3.300
Milho 2.400
Batata 2.350

Pecuária
Tipo Cabeças
Ovinos 14.300
Caprinos 2.200
Camelos 265
Produto Toneladas
Pele 33.000
Lã 9.000
Peixe 1.200

Economia paralela
O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio, uma planta de conteúdo alucinógeno da qual se produz, por exemplo, a heroína, considerada a droga mais letal que existe. Atualmente as Forças Aliadas (entre elas a Alemanha, EUA e França) em nada impedem a contínua produção da planta pelo país. Os soldados estrangeiros apenas observam - e protegem - as gigantescas produções de ópio. Com o extermínio do Taliban foi provado que a produção, anteriormente diminuída à força, mais que triplicou com a invasão aliada. Nenhum dos regimes, Taliban, Invasão aliada ou atual governo tem se empenhado publicamente para a erradicação da produção de ópio no Afeganistão.

Outros dados
PIB: 6.738 milhões de dólares
PIB por habitante: 280 dólares por ano
Variação Anual do PIB: 6%
Inflação: 14%
População Ativa: 8.890.000
Desemprego: 8%
Dívida Externa: 5.588 milhões de dólares
Ajudas Externas: 154 milhões de dólares

Demografia do Afeganistão
A demografia do Afeganistão é etnicamente e linguisticamente mista. Isto reflete a sua localização no centro histórico do comércio e das rotas de invasões lideraras desde a Ásia Central até ao sul ou sudoeste asiático. O Afeganistão pode ser considerado como um país de minorias, dado que não existe qualquer grupo maioritário. De facto, os pastuns são o maior grupo étnico, seguido pelos tajiques em segundo lugar, pelos hazaras e usbeques empatados em terceiro lugar e depois pelos aimaques, turcomenos, baluches, nuristanes e outros grupos menores. O pastum e o persa (chamado no Afeganistão de dari) são as duas línguas oficiais do país. O persa é falado por pelo menos metada da população e serde de língua franca O pastum é falado maioritariamente no sul, este e sudoeste. O usbeque e o turcomeno são falados no norte. Grupos menores espalhados pelo país falam igualmente mais de 70 outras línguas e numerosos dialectos.
Com a capital em Kabul e uma área de 647.500 km²; e 29.863.000 hab. (46 hab/km²), o Afeganistão é um dos países mais pobres e inóspitos do mundo. A instabilidade política e os conflitos internos arruinaram a sua já débil economia e infra-estruturas a tal ponto que 1/3 da sua população afegã abandonou o país.
Segundo uma estimativa de 2006, a população cresce 2,67% ao ano. O índice de natalidade é de 46,6 a cada 1000 habitantes, enquanto o índice de mortalidade é 20,34 a cada 1000 habitantes. A taxa de mortalidade infantil é de 160.23 mortes a cada 1000 nascimentos. A expectativa de vida é de 43.34 anos.
Wikipédia

Afghanistan: War Without End